20/4/2010 - 14h53
EGITO (20º) - A Agência de Notícias Assyrian International (AINA) relata que Dina el-Gohary, uma adolescente de 15 anos, ex-muçulmana, foi atacada por muçulmanos fanáticos, em mais uma tentativa de amedrontar seu pai, Maher el-Gohary.
A matéria conta que diversos fatwas (decreto de lei muçulmano) foram emitidos, ordenando que o sangue de Maher el-Gohary fosse derramado. Isso mostra como a vida dessa família está em constante perigo.
De acordo com Mary Abdelmassih, autora da matéria, Dina contou que, há três semanas, quando ela saiu com seu pai de seu esconderijo em Alexandria para comprar água, sua jaqueta foi incendiada quando jogaram ácido nela.
“Meu pai tirou minha jaqueta rapidamente, antes que o fogo chegasse aos meus braços”, ela diz. “Desde então, tenho muito medo de sair às ruas, acompanhada de meu pai, ou não.”
Dina escreveu uma carta para o presidente Mubarak, implorando para que ele “salve sua família” e permita que eles saiam do Egito. Ela já havia escrito uma carta para o presidente Obama.
A adolescente perguntou para o presidente, que se tornou avô há pouco tempo: “Você aceitaria que sua neta vivesse nas mesmas condições que eu? Eu não tenho casa, vivo com medo quando saio na rua, não tenho amigos, nem escola”.
Ela conta que “por causa de seu amor por Jesus” ela deixou sua mãe muçulmana e foi viver com seu pai cristão, abandonando a escola onde era perseguida pelos alunos e professores.
Maher el-Gohary explicou as terríveis dificuldades que enfrentam, sendo caçados a toda hora, sofrendo muitas ameaças. “Só estamos vivos hoje pela Graça e Proteção de Deus.”
“Por que eles confiscaram os nossos passaportes? O que fizemos de errado?”, questiona Dina. “A única coisa que fizemos é amar Jesus de todo o nosso coração e nos converter ao cristianismo.” A adolescente deixou claro que qualquer atitude do governo para forçá-los a abandonar o cristianismo será em vão.
“Nós nunca vamos abandonar o cristianismo e nunca, jamais, voltaremos para o Islã. Jesus está simplesmente gravado em nossos corações”, ela diz.
Tradução: Missão Portas Abertas
Fonte: ANS
quarta-feira, 21 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Recepcionista é afastada do trabalho por mandar email de oração
INGLATERRA (*) - A recepcionista que estava processando seus empregadores por discriminação religiosa após uma disputa sobre um email de oração ficou feliz com a resolução do caso. O caso de Jennie Cain foi apoiado pelo The Christian Institute.
A discussão teve início em janeiro do ano passado, quando a filha de Jennie, Jasmine, na época com cinco anos, foi repreendida por sua professora por falar sobre sua fé cristã com outra criança.
Quando soube do ocorrido, Jennie enviou um email particular para os irmãos de sua igreja, pedindo oração por causa do incidente.
O email foi enviado do computador particular de Jennie, fora do expediente, utilizando sua conta pessoal de email.
No entanto, o email chegou às mãos do diretor Gary Read, que abriu uma investigação contra Jennie por comportamento não profissional.
Eles ordenaram que ela ficasse afastada de seu emprego por quatro meses, antes de receber um aviso por escrito. Em agosto, Jennie abriu um processo trabalhista por discriminação religiosa.
O processo foi aberto contra a escola primária Landscore e seu diretor, Gary Read.
Sean Kehoe, um dos advogados que representou Jennie, afirmou: “Ninguém conseguiu responder a simples pergunta sobre o que Jennie fez de errado”.
A discussão teve início em janeiro do ano passado, quando a filha de Jennie, Jasmine, na época com cinco anos, foi repreendida por sua professora por falar sobre sua fé cristã com outra criança.
Quando soube do ocorrido, Jennie enviou um email particular para os irmãos de sua igreja, pedindo oração por causa do incidente.
O email foi enviado do computador particular de Jennie, fora do expediente, utilizando sua conta pessoal de email.
No entanto, o email chegou às mãos do diretor Gary Read, que abriu uma investigação contra Jennie por comportamento não profissional.
Eles ordenaram que ela ficasse afastada de seu emprego por quatro meses, antes de receber um aviso por escrito. Em agosto, Jennie abriu um processo trabalhista por discriminação religiosa.
O processo foi aberto contra a escola primária Landscore e seu diretor, Gary Read.
Sean Kehoe, um dos advogados que representou Jennie, afirmou: “Ninguém conseguiu responder a simples pergunta sobre o que Jennie fez de errado”.
Esta semana, os envolvidos no caso chegaram a um acordo, e Jennie está de volta ao seu emprego.
Tradução: Missão Portas Abertas
* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.
Fonte: International Christian Concern
domingo, 4 de abril de 2010
Sofrimento, vergonha e fé fortalecida
3/4/2010 - 06h34
Tempos depois, quando eu já era casado e pai, um grupo da Igreja Evangélica Amigos veio ao nosso vilarejo. Eu abri a nossa casa para eles, e eles falaram sobre a salvação de Deus. Essa ideia era uma novidade pra mim. Durante aquele tempo, minha esposa, Manisha, e eu, sempre orávamos, clamávamos, e confessávamos os nossos pecados para muitos deuses (hindus). Apesar de tudo aquilo, nós nunca tivemos paz. E acabamos frustrados e desesperados.
As visitas se tornaram cada vez mais freqüentes. Algumas vezes, eles cantavam e oravam a Deus. Eles compartilharam conosco o ilimitado amor de Deus. Nós não conseguíamos entender, até o dia em que alguns missionários vieram do Nepal, para a nossa alegria. Após cantar lindos louvores, eles falaram sobre Jesus Cristo, que foi o único capaz de carregar os nossos pecados sendo Ele inocente. Na cruz, Ele renunciou a sua vida por nós.
Esta era uma história nova para mim, e eu me alegrei em ouvir isso. Eles também disseram que Jesus desejava entrar em nossos corações se nós O aceitássemos, crendo e recebendo a Ele como nosso Salvador. “Vocês estão dispostos a recebê-lo hoje em seus corações?”.
Eu vi a minha mãe sendo a primeira a levantar a mão e ir à frente para orar. Minha esposa e eu fomos em seguida e recebemos o presente da salvação (em 10 de março de 2008). Estendendo suas mãos sobre nossas cabeças, os missionários oraram por nós. Esta foi a experiência mais incrível pra mim.
Naquele dia, Jesus se tornou parte da nossa família. Nossos irmãos e irmãs em Cristo vinham regularmente e traziam lições sobre o batismo. Sem desfalecer, Manisha e eu recebemos o batismo nas águas num lago próximo (em 15 de abril de 2008). Então desistimos dos ídolos.
O preço de ser diferente
Nossa comunidade não aceitou a nossa conversão. A pressão dos aldeões começou logo após o nosso batismo. Os vizinhos pararam de falar conosco, parecia que nós morávamos sozinhos numa pequena ilha.
Apesar de tudo, nós continuamos firmes em nossa nova fé. Eu fui ao escritório do meu pastor e comprei uma Bíblia bem grande. Minha mãe, faminta por conhecer mais de Deus, leu todo o Novo Testamento, enquanto nós servíamos nossos clientes em nossa barraca de chá. Então, ela começou a compartilhar a Palavra de Deus com nossos clientes.
Eu comecei a levar outros livros. Os livros The Honey Person Jesus (A doce pessoa de Jesus*) e Correct Way (Caminho Certo*) eram bem populares e nós demos alguns aos nossos clientes na nossa barraca de chá, que eu tinha aberto há algum tempo com a permissão dos meus tios. Quando eles souberam da nossa conversão ao cristianismo, a atitude deles em relação a nós mudou.
Uma vez, nós precisamos de um dinheiro para criar uma extensão da nossa barraca de chá para podermos acomodar mais clientes. Nossa igreja com bondade nos ajudou com seu empenho. Mas, meu tio, após ouvir isso, correu para nossa casa. “Porque vocês estão fazendo isso sem a minha permissão?”, ele replicou.
Embora eu tenha admitido que errei neste aspecto, meu tio exigiu que tirássemos a nossa barraca de chá naquele mesmo dia. Procuramos a ajuda do meu pastor, ele nos aconselhou a orarmos e sermos pacientes. Após alguns dias, ele e sua esposa encontraram meu tio e pediram – em nosso favor – que permitisse a barraca de chá em sua terra. Contudo, meu tio insistiu que deveríamos nos mudar imediatamente. Minha família e eu não tínhamos escolha, a não ser remover a nossa barraca de chá – nossa única fonte de renda.
Minha verdadeira família
Eu tentei trabalhar no campo, mas ninguém no vilarejo quis me contratar, porque eu era um cristão. Eu tentei alugar um espaço e começar um pequeno negócio, mas não obtive sucesso.
Era uma frustração após a outra se acumulando. Minha avó descobriu que estava com câncer no fígado e eu fui forçado a pegar um empréstimo a fim de tratá-la na Índia. Pouco tempo depois, ela partiu (em 2008). Eu fui deixado sem emprego, com uma enorme dívida para pagar, com uma família de luto e de estômago vazio. Minha confiança estava quase se desgastando.
Com muita vergonha no coração, eu compartilhei minha situação com meu pastor. No dia seguinte, a igreja me enviou arroz, batata, sal, óleo e cebola. Foi algo inesperado. Eu serei eternamente grato a Deus e a Sua igreja.
A Portas Abertas também me ajudou a ter uma pequena loja de conveniências. Agora está indo muito bem, e recebemos clientes até as 22h. Deus mudou a minha vida totalmente. Eu sou grato à Portas Abertas pela ajuda que me deram.
Minha fé em Cristo está fortalecida agora, e Ele restaurou a minha confiança como um pai, e sustentou minha família. Mesmo em tempos de abundância, eu oro a Ele, compartilho os meus pensamentos e desejos, e realizo a sua vontade.
Para me lembrar sempre do que Jesus fez por mim, eu fiz uma cruz de bambu e a pendurei em frente a minha casa. Essa cruz irá me lembrar sempre que eu não sou mais dono da minha vida, e se eu tiver que sofrer por Jesus, eu farei isso. Eu desejo aprender mais da Bíblia e pregar as Boas Novas. E quero ser um soldado fiel de Cristo. Orem por mim.
Pedido de oração:
1. Kanok está sendo treinado na Escola Dominical de professores. No momento, ele está congregando em sua igreja local e tem aula na Escola Dominical quatro dias na semana. Ore para que a criatividade e a força de Deus estejam com ele neste ministério.
2. Ore para que ele e a sua família continuem firmes em Cristo, apesar do isolamento e discriminação que eles viveram no vilarejo.
3. Vamos pedir a Deus que prospere a loja de Kanok para que ele se torne uma fonte de bênção na comunidade.
* Livros não publicados no Brasil.
Tradução: Eliane Gomes dos Santos
Fonte: Portas Abertas
BANGLADESH (45º) - Meu nome é Kanok Sarkar (32). Meu sofrimento começou no dia em que meu pai soube que minha mãe estava grávida de mim.
Eu nasci numa família rica em Hetalbinia, Khulna. Meu pai era dono de propriedades, enquanto minha mãe tomou para si a responsabilidade de dedicar todo o seu tempo e energia em casa. Meus pais desfrutavam de uma boa posição na sociedade, e eles eram um casal feliz. Isso era antes de eu entrar em suas vidas.
Eu nasci numa família rica em Hetalbinia, Khulna. Meu pai era dono de propriedades, enquanto minha mãe tomou para si a responsabilidade de dedicar todo o seu tempo e energia em casa. Meus pais desfrutavam de uma boa posição na sociedade, e eles eram um casal feliz. Isso era antes de eu entrar em suas vidas.
Meu pai queria que minha mãe abortasse, mas ela se negou a fazer isso e decidiu fugir. Ela fugiu para a casa de seus pais, onde eu vi a luz do dia. Eu nunca vi meu pai, nem mesmo a sua sombra. Mas, o amor da minha mãe por mim era mais que o suficiente.
Jesus na minha família
Jesus na minha família
Tempos depois, quando eu já era casado e pai, um grupo da Igreja Evangélica Amigos veio ao nosso vilarejo. Eu abri a nossa casa para eles, e eles falaram sobre a salvação de Deus. Essa ideia era uma novidade pra mim. Durante aquele tempo, minha esposa, Manisha, e eu, sempre orávamos, clamávamos, e confessávamos os nossos pecados para muitos deuses (hindus). Apesar de tudo aquilo, nós nunca tivemos paz. E acabamos frustrados e desesperados.
As visitas se tornaram cada vez mais freqüentes. Algumas vezes, eles cantavam e oravam a Deus. Eles compartilharam conosco o ilimitado amor de Deus. Nós não conseguíamos entender, até o dia em que alguns missionários vieram do Nepal, para a nossa alegria. Após cantar lindos louvores, eles falaram sobre Jesus Cristo, que foi o único capaz de carregar os nossos pecados sendo Ele inocente. Na cruz, Ele renunciou a sua vida por nós.
Esta era uma história nova para mim, e eu me alegrei em ouvir isso. Eles também disseram que Jesus desejava entrar em nossos corações se nós O aceitássemos, crendo e recebendo a Ele como nosso Salvador. “Vocês estão dispostos a recebê-lo hoje em seus corações?”.
Eu vi a minha mãe sendo a primeira a levantar a mão e ir à frente para orar. Minha esposa e eu fomos em seguida e recebemos o presente da salvação (em 10 de março de 2008). Estendendo suas mãos sobre nossas cabeças, os missionários oraram por nós. Esta foi a experiência mais incrível pra mim.
Naquele dia, Jesus se tornou parte da nossa família. Nossos irmãos e irmãs em Cristo vinham regularmente e traziam lições sobre o batismo. Sem desfalecer, Manisha e eu recebemos o batismo nas águas num lago próximo (em 15 de abril de 2008). Então desistimos dos ídolos.
O preço de ser diferente
Nossa comunidade não aceitou a nossa conversão. A pressão dos aldeões começou logo após o nosso batismo. Os vizinhos pararam de falar conosco, parecia que nós morávamos sozinhos numa pequena ilha.
Apesar de tudo, nós continuamos firmes em nossa nova fé. Eu fui ao escritório do meu pastor e comprei uma Bíblia bem grande. Minha mãe, faminta por conhecer mais de Deus, leu todo o Novo Testamento, enquanto nós servíamos nossos clientes em nossa barraca de chá. Então, ela começou a compartilhar a Palavra de Deus com nossos clientes.
Eu comecei a levar outros livros. Os livros The Honey Person Jesus (A doce pessoa de Jesus*) e Correct Way (Caminho Certo*) eram bem populares e nós demos alguns aos nossos clientes na nossa barraca de chá, que eu tinha aberto há algum tempo com a permissão dos meus tios. Quando eles souberam da nossa conversão ao cristianismo, a atitude deles em relação a nós mudou.
Uma vez, nós precisamos de um dinheiro para criar uma extensão da nossa barraca de chá para podermos acomodar mais clientes. Nossa igreja com bondade nos ajudou com seu empenho. Mas, meu tio, após ouvir isso, correu para nossa casa. “Porque vocês estão fazendo isso sem a minha permissão?”, ele replicou.
Embora eu tenha admitido que errei neste aspecto, meu tio exigiu que tirássemos a nossa barraca de chá naquele mesmo dia. Procuramos a ajuda do meu pastor, ele nos aconselhou a orarmos e sermos pacientes. Após alguns dias, ele e sua esposa encontraram meu tio e pediram – em nosso favor – que permitisse a barraca de chá em sua terra. Contudo, meu tio insistiu que deveríamos nos mudar imediatamente. Minha família e eu não tínhamos escolha, a não ser remover a nossa barraca de chá – nossa única fonte de renda.
Minha verdadeira família
Eu tentei trabalhar no campo, mas ninguém no vilarejo quis me contratar, porque eu era um cristão. Eu tentei alugar um espaço e começar um pequeno negócio, mas não obtive sucesso.
Era uma frustração após a outra se acumulando. Minha avó descobriu que estava com câncer no fígado e eu fui forçado a pegar um empréstimo a fim de tratá-la na Índia. Pouco tempo depois, ela partiu (em 2008). Eu fui deixado sem emprego, com uma enorme dívida para pagar, com uma família de luto e de estômago vazio. Minha confiança estava quase se desgastando.
Com muita vergonha no coração, eu compartilhei minha situação com meu pastor. No dia seguinte, a igreja me enviou arroz, batata, sal, óleo e cebola. Foi algo inesperado. Eu serei eternamente grato a Deus e a Sua igreja.
A Portas Abertas também me ajudou a ter uma pequena loja de conveniências. Agora está indo muito bem, e recebemos clientes até as 22h. Deus mudou a minha vida totalmente. Eu sou grato à Portas Abertas pela ajuda que me deram.
Minha fé em Cristo está fortalecida agora, e Ele restaurou a minha confiança como um pai, e sustentou minha família. Mesmo em tempos de abundância, eu oro a Ele, compartilho os meus pensamentos e desejos, e realizo a sua vontade.
Para me lembrar sempre do que Jesus fez por mim, eu fiz uma cruz de bambu e a pendurei em frente a minha casa. Essa cruz irá me lembrar sempre que eu não sou mais dono da minha vida, e se eu tiver que sofrer por Jesus, eu farei isso. Eu desejo aprender mais da Bíblia e pregar as Boas Novas. E quero ser um soldado fiel de Cristo. Orem por mim.
Pedido de oração:
1. Kanok está sendo treinado na Escola Dominical de professores. No momento, ele está congregando em sua igreja local e tem aula na Escola Dominical quatro dias na semana. Ore para que a criatividade e a força de Deus estejam com ele neste ministério.
2. Ore para que ele e a sua família continuem firmes em Cristo, apesar do isolamento e discriminação que eles viveram no vilarejo.
3. Vamos pedir a Deus que prospere a loja de Kanok para que ele se torne uma fonte de bênção na comunidade.
* Livros não publicados no Brasil.
Tradução: Eliane Gomes dos Santos
Fonte: Portas Abertas
domingo, 28 de março de 2010
Quando um cristão foge de seu país, a Igreja encolhe
26/3/2010 - 06h22
INTERNACIONAL - Os sites de notícias e jornais dessa semana divulgaram com algum destaque que, em 2009, os afegãos foram os que mais buscaram asilo em outros países. Iraquianos e somalis ocupam as duas posições seguintes no relatório de 2009 da Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados).
Foram 26 mil os cidadãos do Afeganistão que buscaram refúgio em outros países. No Iraque foram 24 mil e na Somália, 22,5 mil.
O cenário de guerra talvez seja o mais marcante traço em comum dos três países. Mas, há outra particularidade que marca essas nações: elas fazem parte da lista dos 50 países em que há mais perseguição aos cristãos.
O site da Acnur informa que “são refugiados as pessoas que se encontram fora do seu país por causa de fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em grupos sociais, e que não possa (ou não queira) voltar para casa. Posteriormente, definições mais amplas passaram a considerar como refugiados as pessoas obrigadas a deixar seu país devido a conflitos armados, violência generalizada e violação massiva dos direitos humanos.”
Fortalecidos para ficar
INTERNACIONAL - Os sites de notícias e jornais dessa semana divulgaram com algum destaque que, em 2009, os afegãos foram os que mais buscaram asilo em outros países. Iraquianos e somalis ocupam as duas posições seguintes no relatório de 2009 da Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados).
Foram 26 mil os cidadãos do Afeganistão que buscaram refúgio em outros países. No Iraque foram 24 mil e na Somália, 22,5 mil.
O cenário de guerra talvez seja o mais marcante traço em comum dos três países. Mas, há outra particularidade que marca essas nações: elas fazem parte da lista dos 50 países em que há mais perseguição aos cristãos.
O site da Acnur informa que “são refugiados as pessoas que se encontram fora do seu país por causa de fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em grupos sociais, e que não possa (ou não queira) voltar para casa. Posteriormente, definições mais amplas passaram a considerar como refugiados as pessoas obrigadas a deixar seu país devido a conflitos armados, violência generalizada e violação massiva dos direitos humanos.”
Fortalecidos para ficar
As imagens de devastação causada pela guerra e pelo terrorismo que costumam aparecer na televisão parecem ser motivos mais que suficientes para que milhares de pessoas tenham tomado a decisão de deixar sua terra natal. Mas, quantas delas fizeram isso porque, além de vivenciarem todo o horror da guerra, sentem-se perseguidas pelo simples fato de serem cristãs?
Talvez não seja possível responder a essa pergunta de modo imediato, mas, seja qual for esse número, ele representa pessoas a menos na Igreja desses países.
Os projetos da Portas Abertas têm por objetivo justamente fortalecer os cristãos perseguidos, para que eles perseverem na fé e continuem a ser sal e luz em suas comunidades.
Não é possível julgar os motivos que levam um afegão, um iraquiano ou um somali a deixar sua pátria, sua família ou, quem sabe, sua igreja. Mas é possível trabalhar para que aqueles irmãos que desejam permanecer em seus países sejam fortalecidos, ao saber que não estão esquecidos, que o Corpo de Cristo se mobiliza em ação e oração para sustentá-los em suas dificuldades.
Você está convidado a engajar-se nessa causa.
Cristina Ignacio
Talvez não seja possível responder a essa pergunta de modo imediato, mas, seja qual for esse número, ele representa pessoas a menos na Igreja desses países.
Os projetos da Portas Abertas têm por objetivo justamente fortalecer os cristãos perseguidos, para que eles perseverem na fé e continuem a ser sal e luz em suas comunidades.
Não é possível julgar os motivos que levam um afegão, um iraquiano ou um somali a deixar sua pátria, sua família ou, quem sabe, sua igreja. Mas é possível trabalhar para que aqueles irmãos que desejam permanecer em seus países sejam fortalecidos, ao saber que não estão esquecidos, que o Corpo de Cristo se mobiliza em ação e oração para sustentá-los em suas dificuldades.
Você está convidado a engajar-se nessa causa.
Cristina Ignacio
Missão Portas Abertas
segunda-feira, 15 de março de 2010
Série de ataques contra cristãos causa preocupação
15/3/2010 - 11h53
INTERNACIONAL - A matéria abaixo é mais uma demonstração de como o mundo tem dado atenção à causa dos cristãos perseguidos, citando inclusive a Open Doors (Portas Abertas Internacional). Vamos continuar orando para que essas ações mobilizem pessoas em favor de nossos irmãos que pagam um alto preço por causa de sua fé.
Na última quarta-feira, um bando de cerca de dez atiradores irrompeu no meio da manhã nos escritórios da ONG cristã de ajuda humanitária World Vision em Mansehra, um distrito ao norte de Islamabad, e abriu fogo contra os funcionários que estavam ali. Seis deles morreram, outros sete ficaram feridos. O acontecimento é o episódio mais recente de uma série de atos de violência e perseguição contra cristãos que começaram há alguns meses com uma frequência inquietante em vários lugares do mundo.
No fim de semana passado, o governo marroquino expulsou 26 cristãos do país, a maioria evangélicos, acusados de proselitismo. Ao mesmo tempo, na Nigéria, centenas de cristãos morreram a golpes de pistola e facadas pelas mãos de muçulmanos na explosão mais recente da violência étnico-religiosa crônica que afeta o centro do país africano. Na região de Mosul, no Iraque, pelo menos oito cristãos foram assassinados em diferentes ataques em fevereiro. E quase não restam famílias cristãs em Mosul: todas fugiram. No Egito, oito cristãos coptos morreram a tiros ao sair da missa num domingo de janeiro. Fora do mundo muçulmano, na Índia, também acontecem episódios de violência contra os cristãos. A lista poderia continuar.
Cada uma dessas histórias tem uma motivação específica, com frequência local. O caso nigeriano é particularmente diferente, porque a violência entre grupos é recíproca. Mas em todos os demais há um denominador comum: indícios perturbadores de uma crescente intolerância e, em alguns casos, perseguição. As coisas parecem estar piorando. É o que acredita Angela Wu, diretora internacional do departamento legal do Fundo Becket para a Liberdade Religiosa, com sede em Washington, que defende seguidores de todas as religiões.
“Embora tenha surgido no Oriente Próximo, o cristianismo é visto como um influência estrangeira, ocidental, em muitos lugares do mundo. Isso se deve, em parte, ao legado do colonialismo. Mas agora, a situação foi exacerbada pelas guerra do Iraque e Afeganistão e pelo episódio das caricaturas de Maomé publicadas na Dinamarca. Esta retórica afeta cada vez mais as minorias cristãs”, comentou Wu, numa conversa por telefone desde os EUA.
Em alguns casos, a perseguição é governamental, em outros, a violência é exercida pelos vizinhos. Com frequência, esses dois fatores estão relacionados. Wu destaca que em muitos casos a aplicação cada vez mais rígida de leis contra a blasfêmia e a falta de proteção às minorias acaba desencadeando uma espiral perversa.
“O principal problema com as leis de blasfêmia não é só a sua aplicação por parte dos Estados, mas sim o clima social que elas criam, no qual até mesmo um discurso pacífico é percebido como ilegal. Com frequência, são as pequenas disputas locais que motivam os ataques, mas a blasfêmia se transforma numa desculpa fácil, os rumores se propagam, e a violência irrompe. A impunidade em relação a esses crimes faz o resto”, observa Wu.
No Ocidente, onde o cristianismo e suas instituições são vistos com frequência como parte integrante do sistema de poder, a ideia de minorias cristãs perseguidas pode parecer surpreendente e distante, associada a tempos passados. Entretanto, dos mais de 2 bilhões de fieis que vários estudos atribuem ao cristianismo, pelo menos várias dezenas de milhões – numa estimativa prudente – vivem em situação de opressão ou com severas limitações.
Um recente estudo da ONG cristã Open Doors situava o número ao redor de 100 milhões, a maior parte em países de maioria islâmica. A ONG, entretanto, atribuiu a posição de país mais hostil ao cristianismo à Coreia do Norte, onde acredita-se que milhares de cristãos estejam presos em campos de trabalho forçado.
O sofrimento de muitos cristãos é apenas mais uma faceta da perseguição a que as minorias religiosas em geral são submetidas em muitos países. Um recente estudo do Pew Forum sobre religião e vida pública afirmou que 70% dos 6,8 bilhões de habitantes da terra vivem em países com “restrições notáveis” à liberdade religiosa. Casos de discriminação, e até de perseguição, não faltam até mesmo nos países nos quais as liberdades civis estão mais arraigadas.
Fonte: UOL
terça-feira, 2 de março de 2010
Mídia brasileira divulga a causa da Igreja Perseguida
1/3/2010 - 12h42
BRASIL (*) - Jornal paulistano publica matéria sobre a perseguição a cristãos no mundo.
No domingo, 28 de fevereiro, o jornal Diário de S.Paulo noticiou uma matéria sobre a realidade vivenciada pelos cristãos perseguidos no mundo com informações cedidas pela Missão Portas Abertas.
No domingo, 28 de fevereiro, o jornal Diário de S.Paulo noticiou uma matéria sobre a realidade vivenciada pelos cristãos perseguidos no mundo com informações cedidas pela Missão Portas Abertas.
O texto comenta sobre os países da Classificação de Países por perseguição, cita o caso da cantora Helen Berhane e dos cristãos presos em Acteal, México, situação explicada pelo Secretário geral, Pr.Carlos Alfredo, que esteve com esses irmãos em 2000.
Além disso, a reportagem usou o mapa da Classificação para exemplificar os 50 países mais intolerantes ao cristianismo.
Essa divulgação é muito importante, pois demonstra que a mídia secular se interessa por assuntos de violação dos direitos humanos, que no caso dos nossos irmãos perseguidos, é o direito de escolher servir a Cristo como Senhor e Salvador.
A Missão Portas Abertas espera que essa matéria sirva como pauta para outras mídias, para que mais pessoas, cristãs ou não, tenham acesso à dura verdade de perseguição e discriminação que nossos irmãos enfrentam por sua escolha.
A Missão Portas Abertas espera que essa matéria sirva como pauta para outras mídias, para que mais pessoas, cristãs ou não, tenham acesso à dura verdade de perseguição e discriminação que nossos irmãos enfrentam por sua escolha.
Clique aqui e veja a matéria na íntegra.
* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.
Missão Portas Abertas
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Autoridades norte-coreanas libertam missionário
9/2/2010 - 06h31
COREIA DO NORTE (1º) - O grupo CSW recebeu com prazer a notícia da libertação do missionário coreano-americano preso na Coreia do Norte (saiba mais), mas pede que a comunidade internacional intensifique a pressão sobre o país, em favor da libertação dos 200.000 prisioneiros que padecem nos campos de trabalho forçado da Coreia do Norte.
COREIA DO NORTE (1º) - O grupo CSW recebeu com prazer a notícia da libertação do missionário coreano-americano preso na Coreia do Norte (saiba mais), mas pede que a comunidade internacional intensifique a pressão sobre o país, em favor da libertação dos 200.000 prisioneiros que padecem nos campos de trabalho forçado da Coreia do Norte.Missionário Robert Park
De acordo com informações internacionais, Robert Park foi considerado pálido e enfraquecido por sua família no aeroporto internacional de Los Angeles neste fim de semana.
"Celebramos a libertação, pela Coreia do Norte, de Robert Park, que chegou a Pequim esta manhã Park é ajudado por agentes consulares da embaixada, enquanto se prepara para voltar, ainda hoje, aos Estados Unidos", declarou à AFP Susan Stevenson, porta-voz da embaixada americana em Pequim.
O americano, de 28 anos, que vive em Tucson (Arizona, sudoeste dos EUA), desembarcou na manhã deste sábado no aeroporto da capital chinesa, procedente de Pyongyang.
No dia 25 de dezembro ele atravessou o congelado rio Tumen, que separa a China da Coreia do Norte.
A associação "Vida e Liberdade para todos os norte-coreanos: 2009", da qual ele é membro, informou que o americano tinha uma mensagem para o presidente norte-coreano Kim Jong-il, com pedidos de libertação para os presos políticos e a adoção de medidas para garantir melhores condições de vida e mais proteção aos direitos humanos no país.
A diplomacia americana informou na sexta-feira que a libertação de Park não foi objeto de negociação.
"A Coreia do Norte decidiu, com indulgência, perdoar e libertá-lo, depois de ter levado em consideração sua confissão e arrependimento sincero", afirmava um comunicado oficial divulgado na sexta-feira pela agência oficial KCNA.
A agência também divulgou o que apresentou como uma entrevista de Robert Park, que afirma ter sido "enganado" pela "propaganda" ocidental contra a Coreia do Norte.
"Cruzei a fronteira devido a minha compreensão ruim da República Democrática Popular da Coreia do Norte (DPRK), produto da propaganda falsa que é feita no Ocidente para prejudicar a imagem do regime", declarou o missionário, segundo a KCNA.
De acordo com a suposta entrevista, Park afirma que foi tratado de "forma cuidadosa" e reconhece que "a liberdade religiosa está plenamente garantida na Coreia do Norte".
Militantes dos direitos humanos, no entanto, duvidaram da entrevista e afirmaram que Park falou sob ameaças.
Ao chegar a Pequim, Park não fez declarações à imprensa.
Um segundo cidadão americano foi detido em 25 de janeiro por ter entrado ilegalmente na Coreia do Norte, informou Pyongyang no fim de janeiro.
Mervyn Thomas, chefe executivo do CSW, disse: “A libertação de Robert Park deve ser vista à luz do terrível histórico de direitos humanos da Coreia do Norte, em que missionários foram soltos após fazer falsas confissões sob tortura e subjugação.
Com informações da AFP
Tradução: Missão Portas Abertas
"Celebramos a libertação, pela Coreia do Norte, de Robert Park, que chegou a Pequim esta manhã Park é ajudado por agentes consulares da embaixada, enquanto se prepara para voltar, ainda hoje, aos Estados Unidos", declarou à AFP Susan Stevenson, porta-voz da embaixada americana em Pequim.
O americano, de 28 anos, que vive em Tucson (Arizona, sudoeste dos EUA), desembarcou na manhã deste sábado no aeroporto da capital chinesa, procedente de Pyongyang.
No dia 25 de dezembro ele atravessou o congelado rio Tumen, que separa a China da Coreia do Norte.
A associação "Vida e Liberdade para todos os norte-coreanos: 2009", da qual ele é membro, informou que o americano tinha uma mensagem para o presidente norte-coreano Kim Jong-il, com pedidos de libertação para os presos políticos e a adoção de medidas para garantir melhores condições de vida e mais proteção aos direitos humanos no país.
A diplomacia americana informou na sexta-feira que a libertação de Park não foi objeto de negociação.
"A Coreia do Norte decidiu, com indulgência, perdoar e libertá-lo, depois de ter levado em consideração sua confissão e arrependimento sincero", afirmava um comunicado oficial divulgado na sexta-feira pela agência oficial KCNA.
A agência também divulgou o que apresentou como uma entrevista de Robert Park, que afirma ter sido "enganado" pela "propaganda" ocidental contra a Coreia do Norte.
"Cruzei a fronteira devido a minha compreensão ruim da República Democrática Popular da Coreia do Norte (DPRK), produto da propaganda falsa que é feita no Ocidente para prejudicar a imagem do regime", declarou o missionário, segundo a KCNA.
De acordo com a suposta entrevista, Park afirma que foi tratado de "forma cuidadosa" e reconhece que "a liberdade religiosa está plenamente garantida na Coreia do Norte".
Militantes dos direitos humanos, no entanto, duvidaram da entrevista e afirmaram que Park falou sob ameaças.
Ao chegar a Pequim, Park não fez declarações à imprensa.
Um segundo cidadão americano foi detido em 25 de janeiro por ter entrado ilegalmente na Coreia do Norte, informou Pyongyang no fim de janeiro.
Mervyn Thomas, chefe executivo do CSW, disse: “A libertação de Robert Park deve ser vista à luz do terrível histórico de direitos humanos da Coreia do Norte, em que missionários foram soltos após fazer falsas confissões sob tortura e subjugação.
Com informações da AFP
Tradução: Missão Portas Abertas
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